Carros Classicos Dodge

Dodge Charger


Postada em 24/01/2020 às 10:56
Por Fabio Minami HWC

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O Dodge Charger é um dos muscle cars favoritos da América e com sua reputação de desempenho e potência, tornou-se uma estrela da cultura pop sendo assim uma parte importante da tradição automotiva americana. O primeiro dos muscle cars a vir da montadora Dodge foi na verdade um sedan que logo se transformou em um carro esportivo com potência de um ’pony car’. Quando o Charger foi introduzido pela primeira vez como conceito, em 1946, o público norte-americano não estaca preparado para ele, e o conceito ficou arquivado por 20 anos. A história do Charger com suas 7 gerações, continua a melhorar ao longo dos anos, com o modelo mais recente mostrando todos os avanços que levaram o nome Dodge ao topo da indústria.


1ª GERAÇÃO 1966 - 1967



Procurando criar um carro mais jovem, a Chrysler projetou o primeiro Dodge Charger em 1966. Baseado no Coronet. O motor básico do primeiro modelo era um V8 de 5,2 L com um câmbio manual de três velocidades. Motores maiores e mais potentes também estavam disponíveis. Na época de seu lançamento um modelo 2 portas fastback com 4 assentos individuais estava disponível. Acho que a Dodge pensou que eles precisariam desses assentos para manter os passageiros no lugar naquele enorme foguete 5.2L V8 dos anos 60. Motores maiores estavam disponíveis. A primeira geração do Charger não obteve os resultados esperados em vendas.


2ª GERAÇÃO 1968 - 1970



O Charger foi redesenhado para 1968 e seu projeto foi baseado na plataforma Chrysler B. Inicialmente 35.000 unidades foram programadas para produção. A demanda era alta e 96.100 Dodge Chargers foram produzidos. O Gen 2 apresentou principalmente mudanças externas, incluindo a nova grade, luzes traseiras arredondadas e os icônicos faróis ocultos. Este carro foi tão bem-sucedido que eles usaram o mesmo trem de força deste modelo na 3ª geração.


3ª GERAÇÃO 1971 - 1974



A plataforma B da Chrysler foi modificada para atender às novas normas de emissões de gases e segurança. Os Chargers 73 e 74 (final da 3ª geração) tiveram algumas pequenas alterações, como pequenas na grade e nos faróis. O aumento nas vendas deveu-se principalmente à eliminação do Dodge Coronet, o que significava que a Dodge oferecia o estilo de carroçaria de tamanho intermediário de duas portas apenas como o Charger.


4ª GERAÇÃO 1975 - 1978



Esta geração do Dodge Charger, foi sua tentativa de trazer o modelo para o mercado de sedãs de luxo. A Dodge expandiu sua presença no mercado de carros de luxo em 1978, quando produziu dois carros da mesma classe, o Charger e o Dodge Magnum. Durante os anos em que este carro foi oferecido, foi oferecido um modelo Charger Daytona, com listras que percorriam o comprimento do carro. Produzir esses dois carros ao mesmo tempo significava que a Dodge era amplamente aceita no mercado de carros de luxo e esse era praticamente o fim do Charger em termos de sua essência americana essencialmente crua.


5ª GERAÇÃO 1981 - 1987



Eles reintroduziram o Charger como um cupê hatchback subcompacto com o FWD. Este é exatamente o oposto de tudo o que era original. Ele veio com um motor de 2.2L que produzia cerca de 148 cv. Que passo abaixo do estridente 5.2L V8 que seus ancestrais tinham. Um Shelby Charger foi oferecido a partir de 1983, com uma versão turbo disponível em 1984 produzindo 148 cavalos de potência (110 kW) a 5600 rpm e 160 libra-pés (220 N⋅m) de torque a 3200 rpm. Em 1985, o sistemas elétrico e eletrônico foram atualizados, mas a potência continuou a mesma.


6ª GERAÇÃO 2006 - 2010



A Dodge reintroduziu o Charger em 2005 para o ano modelo de 2006 em uma nova plataforma. Esta geração estava disponível apenas como um sedan de quatro portas usando a plataforma Chrysler LX. Esta geração estava disponível com opções de motor V6 e V8 acopladas a transmissões automáticas, além de tração nas quatro rodas (AWD). O modelo SE básico incluía um motor V6 de 2,7 L, transmissão automática de 5 velocidades e rodas de 17 polegadas. Recursos e acabamentos adicionais estavam disponíveis, incluindo o Charger R / T com um 5,7 L Hemi V8 acoplado a uma transmissão automática de 5 velocidades, além de um sistema que permite economizar combustível rodando em apenas quatro cilindros quando em velocidade de cruzeiro. O desempenho foi o foco do Charger SRT8 equipado com um motor Hemi de 6,1 L acoplado a um automático de 5 velocidades, e como opcional um pacote Road / Track com 10 cavalos de potência adicionais, sistema de navegação GPS, sistema de áudio de 322 watts, teto solar e sistema de entretenimento em DVD no banco traseiro e rádio


7ª GERAÇÃO 2011 - Presente



A atual geração do Charger mudou seu design exterior em relação à geração anterior. O capô assumiu uma aparência mais nostalgica e as luzes traseiras assumiram um visual vintage. Os motores incluíam o Pentastar V6 de 3,6 litros, um Hemi V8 de 5,7 litros, um Hellcat V8 de 6,2 litros sobrealimentado e um Hemi V8 de 6,4 litros. As transmissões oferecidas incluíam automáticas de cinco e oito velocidades. O motor V6 foi avaliado em 300 cavalos de potência, enquanto o maior V8 do Hellcat produziu 707 cavalos de potência.


PRODUÇÃO NO BRASIL


O Dodge Dart foi lançado no Brasil em outubro de 1969 pela Chrysler, que desde 1967 produzia por aqui os modelo da Simca como o Esplanada e o esportivo GTX. A estreia foi feita com a carroceria sedã de quatro portas de 4,96 metros de comprimento seguindo o modelo fabricado nos Estados Unidos. O acabamento era simples, comparado com outros modelos ‘grandes’ fabricados aqui, porem seu motor era muito potente. A partir de 1970, a carroceria cupê também passa a ser fabricada na planta de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O modelo estava equipado com um motor Magnum, um V8 de 5.2 litros e 198cv a 4.400rpm e torque de 41,5kgfm a 2.400rpm. A suspensão foi projetada para estabilidade, deixando sua direção um pouco desconfortavel. O câmbio era manual de três marchas com alavanca na coluna de direção, abrindo espaço para um banco inteiriço também na frente.


O Dodge Charger viria ainda em 1970 (modelo 71) e era na verdade um Dodge Dart com design esportivo. Charger R/T trazia faixas pretas, teto de vinil, rodas esportivas, faróis camuflados atrás da grade, entre outros acessórios e seu interior tinha bancos dianteiros individuais e câmbio manual de quatro marchas com alavanca no assoalho. O motor era o mesmo, porém com 215cv de potência e 42,9kgfm de torque (brutos). Também havia o Charger LS, com visual “invocado”, porém com 205cv e câmbio de três marchas.
A linha Dart ficou mais completa em 1972, com a chegada das versões SE (esportivo) e o Gran Sedan com acabamento luxuoso, e um painel com apliques imitando madeira. Em 1974 chegaram ao mercado a nova versão Gran Coupé. Em 1976 o Dart SE, o Gran Coupé e o Charger LS deixaram de ser fabricados e em 1978 foi a vez do Gran Sedan sair de linha. Em 1979 a linha Dart sofreu uma modificação nos moldes adotados do modelo nos EUA. Frente e traseira eram feitas em plástico e fibra de vidro. O destaque era a frente, com um bico, novos faróis, capô, grade, para choque e lanternas. Nesse ano também foram apresentadas duas novas versões, o cupê Magnum e o sedã Le Baron.
O Charger R/T deixou o mercado em 1980, pouco depois da Volkswagen ter adquirido a empresa. No ano seguinte foi decretado o fim de toda a linha Dart. Até 1981, o Dodge Dart e seus derivados somaram 93.008 unidades produzidas no Brasil. Os últimos exemplares feitos no ABC paulista foram também os últimos no mundo dessa geração, pois a produção nos EUA e México havia sido encerrada em 1976.


Fonte:
https://pt.wikipedia.org
https://drivetribe.com
https://estadodeminas.vrum.com.br