Carros Classicos Ford

Ford Maverick


Postada em 14/12/2019 às 12:18
Por Fabio Minami HWC

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Em 17 de abril de 1969, a Ford lançou um novo sedã compacto de duas portas com um estilo fastback elegante, projetado para combater a ameaça de vendas representada pelo Volkswagen "Beetle" e outras importações que possuíam motores que consumiam menores quantidades de combustível. A Ford estava contando com o sucesso do Maverick e acabou lançado o modelo por US$ 1.995, com 15 cores disponíveis e motores de 2.8 e 3.3 litros, ambos de seis cilindros. Atordoado pelo sucesso do Volkswagen Beetle e de outros carros compactos importados, o Maverick tinha como objetivo não apenas capturar o mercado doméstico barato, mas também competir diretamente com os veículos estrangeiros. O "lançamento" do veículo foi precedido por uma avalanche de itens promocionais. Em seu primeiro ano (parcial) no mercado, o Maverick vendeu 127.833 cópias, superando as 126.538 unidades vendidas pelo Mustang de abril a dezembro de 1964.



Para reduzir o tempo de projeto e introdução no mercado, a Ford construiu o Maverick em cima da plataforma do Ford Falcon. A distância entre eixos do Falcon foi reduzida de 110,9 polegadas para 103 polegadas, tornando o comprimento total do Maverick 179,4 polegadas. A Ford acreditava que os compradores nos EUA prefeririam um modelo menor que o Falcon, mas não tão pequeno quanto o subcompacto importado.
O Maverick foi projetado para atrair um público mais jovem, de modo que as cores disponíveis para o modelo do ano de 1970 eram bem alternativas e psicodélicas e vários opcionais disponíveis, que incluíam uma transmissão automática, uma semiautomática, ar condicionado, console com relógio elétrico, luxuosos cintos de segurança, vidros escurecidos, rádio AM, espelhos externos duplos, e teto de vinil. Em 1971 foi introduzido um modelo de quatro portas e o motor 302 CID V8 de 210 hp. Em 1971 outra marca do grupo Ford, a Mercury, lançou o Comet, que basicamente era o mesmo Maverick com grade e capô diferentes. Os dois modelos fizeram sucesso mesmo com a crise do petróleo em 1973 e foram produzidos, com poucas modificações, até 1977.



Produção no Brasil


O Maverick foi fabricado no Brasil entre 1973 e 1979 em versões exclusivas: Super (modelo standard), Super Luxo (SL) e o GT . Os Super e Super Luxo apresentavam-se tanto na opção sedã como cupê sendo sua motorização seis cilindros em linha ou, opcionalmente, V8, todos com opção de câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção. A versão GT se destacava externamente pelas faixas laterais adesivas na cor preta, capô e painel traseiro com grafismos pintados em preto fosco, rodas mais largas, um par de presilhas em alumínio no capô e, internamente, um conta-giros sobreposto à coluna de direção do volante, e vinha equipado com motor de 8 cilindros em V de 302 polegadas cúbicas, potência de 199 cv (potência bruta, 135 cv líquido), e 4.950 cm3 de cilindrada oferecido somente com câmbio manual de quatro marchas com acionamento no assoalho. Em 1975, o motor 6 cilindros foi abandonado e substituído por um motor de 2,3 litros e quatro cilindros em linha, com comando de válvulas no cabeçote e correia dentada. Era o famoso propulsor Georgia 2.3 [OHC]. Esse motor, apesar de pequeno para o Maverick, deu ao veículo um desempenho satisfatório.


 


Possuia uma aceleração melhor do que o antigo 6 cilindros com um consumo de 7,5 km/litro de gasolina na cidade. No Brasil ele foi lançado com enfoque comercial diferente do americano, e apesar de não ter obtido o mesmo sucesso de vendas, tornou-se lendário e hoje é cultuado por pessoas de várias idades. Vale ressaltar que o desenhista desse belo carro foi Tom Tjaarda, "pai" de outros ícones automotivos.


Fonte:


https://www.hemmings.com


http://www.themaverickpage.com


https://pt.wikipedia.org